quarta-feira, 11 de julho de 2012

Casos de Família IV - Deus conserta o “inconsertável” II Sm 12:22-25

 

Davi já era um bem sucedido rei de Israel, tinha tudo o que precisava para viver bem com Deus, com sua família e com o povo. Davi tinha mulheres, embora nunca tenha sido propósito de Deus a poligamia, ele formou famílias com várias mulheres. Um dia Davi viu uma mulher chamada Bate Seba e a cobiçou, ela era casada, mesmo assim Davi se relacionou com ela; deste relacionamento de adultério surgiu uma gravidez, para encobrir a gravidez o rei mandou chamar o marido de Bate Seba do meio da guerra para que ele dormisse em sua casa e assim encobriria o adultério, como ele não foi para casa Davi armou uma cilada para que ele fosse morto na guerra. Passado o período de luto o rei tomou Bate Seba como sua esposa. Uma família que começou a partir de um adultério e homicídio experimentou o amor e a graça de Deus, aquilo que parecia aos olhos humanos algo “inconsertável” recebeu o perdão e a restauração de Deus.

Como um pecado aparentemente tão bárbaro pôde ser transpassado e uma família iniciada com bases tão sórdidas gerar um filho que foi o herdeiro do trono de Israel?

Deus conserta o “inconsertável” quando:

· Reconhecemos os nossos pecados – Salmo 51:1-5

Depois de cometer o adultério com Bate Seba e o homicídio com Urias, Davi recebeu esta mulher como esposa e formou com ela uma nova família, esperando que seu filho nascesse ele recebeu a visita do profeta Natã que o confrontou com seus pecados. Davi reconheceu seus erros e pediu perdão a Deus.

É muito difícil reconhecermos nossos pecados de relacionamentos; geralmente acusamos o outro de ter agido mal ou falado algo que não deveria. Apontamos e colocamos um peso bem grande naquilo que recebemos como ofensa, mas na hora de olhar para nossos erros colocamos um peso bem pequeno. Agimos como se o que o outro fez é muito sério e o que eu fiz não é tão grave assim.

Se temos algo do qual precisamos em nossa família do conserto de Deus, a primeira coisa que precisamos fazer é reconhecer nossa grande parcela de culpa. Davi poderia ter apontado a culpa de Bate Seba (se ela se recusasse ele não a tomaria a força) como Adão que culpou a Eva de ter dado o fruto proibido a ele, ma diante do confronto ele se reconheceu pecador.

· Atendemos a orientação da Palavra dada pelo profeta

Diante do confronto de Deus através do seu profeta, Davi se calou. Natã era um homem a serviço de Deus, alguém que se importava com a espiritualidade do Rei e que recebeu de Deus a palavra de correção e a palavra de perdão para Davi. Davi recebeu a palavra que o profeta lhe entregou. Ele não foi como o rei ..... que jogou o profeta Jeremias na prisão porque não queria ouvir a Palavra de Deus.

Muitas vezes Deus já nos deu a saída para nossas crises familiares através de sua Palavra, das mensagens que ouvimos na Igreja, da orientação de um cristão maduro e responsável, e simplesmente não atendemos, ou não praticamos a orientação recebida.

Deus conserta o que precisa de conserto e de ajustes mediante a nossa obediência. Mesmo em situações limites o Senhor pode intervir, mas ele espera nossa obediência.

· Somos submissos a vontade de Deus

Apesar de Davi ter orado e jejuado a criança que foi fruto do adultério morreu, Davi pediu ao Senhor que a criança fosse poupada e mesmo assim ela se foi. Depois da morte do bebê, Davi se levantou do seu jejum, ele se submeteu a vontade de Deus, consolou sua esposa que mais tarde teve um filho a quem chamou Salomão.

Deus faz a obra em nossas vidas e em nossas famílias, mas faz do seu jeito, à sua maneira, de acordo com sua vontade e não com a nossa. Às vezes queremos determinar o agir de Deus, mas não podemos porque Ele não é dirigido por nós, mas nós e que somos dirigidos por ele. Deus conserta as coisas de forma tão tremenda que até aquilo que era dor se transforma em bênçãos nas nossas vidas pois a vontade dele é boa, perfeita e agradável.

As nossas famílias e nossos relacionamentos podem ser restaurados quando estamos dispostos a ser confrontados e a ouvir profetas ou mentores que nos orientem. Existem muitas marcas difíceis de serem superadas na família, o adultério é uma delas, por isso é melhor vigiar para que não aconteça, nossos pecados trazem conseqüências, contudo, nós precisamos aprender a lidar com as marcas do pecado porque elas nos trazem humildade. Saber que somos pecadores e que vivemos com outros pecadores deveria ser o suficiente para buscar a presença de Deus a cada novo dia pedindo ao Senhor conserto para as coisas que parecem não ter jeito mais.

O filho de Davi com Bate Seba (o segundo, pois o primeiro não sobreviveu) é quem foi o sucessor de Davi no trono de Israel. Essa família que começou debaixo da maldição de um pecado que levou um bebê a morte, foi abençoada por Deus, ele consertou pela sua graça algo que parecia não ter conserto mais.

Quando reconhecemos nossos pecados, ouvimos a orientação da Palavra e nos submetemos a vontade de Deus Ele faz se cumprir o que está em Rm 5:20 “onde abundou o pecado, superabundou a graça”.

Casos de família – IV Família : Juntos e misturados no propósito de vida – Romanos 16:3-5

 

O caso de família de hoje fala de um casal bem sucedido na formação e manutenção de sua família e que ajudou muito ao apóstolo Paulo em seu ministério. Este casal nos ensina lições preciosas a partir de um relacionamento com Deus, entre eles e entre o ministério, que se seguirmos, nossa família certamente será muito bem sucedida. Priscila e Áquila viveram juntos, trabalharam juntos, ministraram juntos e correram perigo juntos, estiveram juntos e misturados no propósito de vida, foi uma parceria maravilhosa que tem muito a nos ensinar sobre como ter uma família bem sucedida:

1. A familia deve ser feita da união de pessoas que abraçam o mesmo propósito de vida – Rm 16:3

Priscila e Áquila são citados como sendo cooperadores do ministério de Paulo; diferente de vários nomes que o apóstolo menciona individualmente, estes dois são mencionados juntos. Ambos tinham o mesmo propósito de vida.

É interessante que com alguns casais que conhecemos é difícil ver um e não sentir a falta do outro, eu mesma enquanto escrevo esta mensagem me lembro de alguns casais que eu estranho muito quando vejo um e não vejo o outro, parecem mesmo como se diz por aí “unha e carne”, não apenas porque andam muito juntos, mas porque de fato são muito “juntos”, compartilham dos mesmos objetivos, envolvem-se nos mesmos alvos.

Você que ainda não se casou precisa levar a sério este critério para se unir a alguém. Precisa se relacionar com quem tem o mesmo objetivo de vida. Muitos casais crescem e constroem muitas coisas e outros não, porque não trabalham juntos. Se você quiser ficar próspero financeiramente, por exemplo, precisa se casar com alguém que também queira, ou ele vai gastar todo o dinheiro que você ganhar. Ou, se você quiser viver e gastar cada centavo ganho curtindo a vida e seu companheiro não, ou você vai passear sozinho, ou vocês vão brigar diante de cada proposta.

Mesmo quem já constituiu sua família pode chegar em acordo para abraçarem um projeto de família em comum, mas é muito mas fácil e possível se já começamos com nossos objetivos definidos.

2. A família deve acolher o apóstolo (servo) da Igreja e a Igreja do apóstolo – At 18:2-3; 24-26; ICo 16:5

Priscila e Aquila acolheram a Paulo, depois a Apolo dentro da casa deles para os abençoarem, contribuíram no discipulado de Apolo e no sustento de Paulo. Assim como a mulher sunamita que acolheu o profeta Eliseu, eles serviram ao Senhor, servindo seus servos. Havia também na casa deles a reunião da Igreja, onde provavelmente Priscila dirigia, razão pela qual o nome dela vinha na frente do dele.

Esse casal é exemplo para nós sobre como uma família pode junta servir ao Senhor; quando recebemos um servo de Deus em nossa casa todos os moradores estão envolvidos para abençoá-lo ou não. Quando recebemos a Igreja, como nas células, em nossa casa, toda a família precisa estar envolvida; é a família que abre as portas de sua casa para receber a célula, não a pessoa individualmente porque se uma pessoa da família for contra, a célula não vai permanecer e nem crescer naquele lugar.

3. Família, profissão, Igreja estão intimamente ligados porque o homem é um ser integral – At 18:3

Priscila e Aquila eram fabricantes de tendas, de fato viviam bem juntos e misturados no propósito de Deus porque até na hora de trabalhar eles trabalhavam juntos.

Eles não olhavam para as oportunidades profissionais sem relacioná-las com o chamado para servir a Deus (que todos os cristãos têm que é abençoar pessoas e pregar o evangelho). O trabalho, o ministério e a Igreja estavam intimamente ligados à vida em família deles.

Com quantas pessoas você se relaciona em seu trabalho, escola, vizinhança, Igreja? Uma família deve trazer para dentro de sua casa o cumprimento do chamado de Deus, seja entre os membros da família, seja no alcance de outros. Um servo de Deus será sempre chamado e talvez incomodado, a desenvolver o chamado que é de todo crente onde ele estiver trabalhando. Um servo de Deus comprometido com o Reino nunca será 007 – crente secreto. Você é você onde quer que esteja, você é integral e não fragmentado, uma parte de você não desenvolve o ministério enquanto a outra trabalha por sucesso profissional. O tempo inteiro você é um servo e tem uma família com oportunidades para servir.

Eu quero concluir usando uma figura que ilustra no livro “o mito do casamento perfeito” a relação do casal e Deus e, acrescentar nela a presença dos filhos.

DEUS

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MARIDO                 FILHOS                MULHER

Quanto mais o marido, a mulher e os filhos se aproximarem de Deus, mais eles se aproximam uns dos outros. Por isso quanto mais perto de Deus, mais a familia vai estar junta e misturada no propósito de Deus.

Casos de família III - Ninguém é perfeito – Gn 17:5-6;15-17

O caso de família que vamos compartilhar hoje é o de Abraão e Sara, que apesar de não serem perfeitos, tiveram uma família abençoada que recebeu uma promessa e viu o inicio do seu cumprimento. Com este casal aprendemos que:

1. Há promessas de Deus p/ minha família – Gn 17:5-6,15-17

Abraão e Sara receberam de Deus uma promessa, Abraão seria o pai de uma multidão e Sara seria a mãe de uma nação. Reparem que a promessa não foi apenas para ele, mas para ambos; se fosse apenas para ele, o filho dele com a escrava seria o herdeiro da promessa, mas não, a promessa era para Sara também.

Deus tem promessas específicas para a família, o lugar que você mora não é fruto de um mero acaso, sua família tem algo a fazer neste lugar. O propósito que o Senhor tem para cumprir não é apenas na vida do pai, ou da mãe, ou dos filhos, mas da família.

Não importa se sua família não segue os moldes da sociedade, Deus tem promessas para todas. Mesmo Agar, a escrava, recebeu também uma promessa pra ela e seu filho; mães que criam filho sozinhas não é coisa recente, a graça que alcançou Agar e sua pequena família também alcança a qualquer família hoje. Deus tem promessas para todas as famílias, não importa o quanto você se ache ilegítimo ou imerecedor, a graça de Deus dispensa suas promessas a sua família também.

2. Não devo acolher ideias ou atitudes erradas porque é minha família – Gn 16:2

Abraão não deveria ter acolhido a ideia dada por Sara para que ele tivesse um filho com a escrava, já que ela mesma não engravidara, foi uma atitude errada.

Não devemos acolher as palavras e as atitudes dos membros de nossa família apenas porque os amamos, se eles estiverem errados precisam ser confrontados diante do erro. Pessoas que acalentam e escondem os erros de seus familiares acabam regando sementes de destruição.

Abraão teve muitos problemas no meio de sua família por causa do erro de se deitar com a escrava atendendo ao desejo de Sara. Atitudes e palavras erradas precisam ser confrontadas e combatidas dentro da família, mesmo que estejamos em posição inferior em liderança, como os filhos em relação aos pais, não podemos desobedecer a Palavra de Deus.

3. Não existe família perfeita – Gn 21:9-11

Apesar de Abraão e Sara serem alvos da promessa de Deus e servos dele, isto não os fez perfeitos, Abraão foi chamado amigo de Deus, mas não foi perfeito porque ninguém o é. Eles tiveram sérios conflitos familiares envolvendo pecado, ciúme, discórdia e abandono.

Não devemos exigir perfeição de ninguém no nosso lar porque nós não somos perfeitos, muitas vezes exigimos dos nossos filhos coisas além de suas possibilidades e acabamos por desenvolver relacionamentos repressores e não libertadores; o que dirá então com o nosso cônjuge, como temos o mal hábito de esperar nada mais do que a perfeição em relação ao convívio conosco, viver em família é exercer o perdão a cada dia, precisamos não apenas compreender que ninguém é perfeito, mas viver de acordo com esse entendimento, se assim for, certamente seremos muito melhores enquanto família.

4. Minha família é discipulada por mim – Gn 12:7-8

Em cada lugar por onde Abraão passava ele edificava altares ao Senhor. A forma de adoração a Deus naquele tempo era através de sacrifícios realizados em altares e era assim que Abraão fazia. Toda a sua família era influenciada e ensinada pelo seu exemplo e não apenas pelas suas palavras.

Nós somos capazes de discipular nossa família influenciando-a negativamente ou positivamente no nosso dia a dia; Em deuteronômio 6 a palavra nos exorta a falar sobre ela em todo o tempo, assentando, deitando, levantando, andando. Você é capaz de contribuir para mudança de comportamento de sua família se você se aplicar a isto. O apóstolo Pedro disse em sua carta que a esposa crente ganha seu esposo para Jesus através do trato, o que você fala, quando você fala, como você fala e age discipula toda a sua família fazendo-os seguirem seu exemplo.

É preciso haver em nosso coração a disposição de receber as promessas do Senhor e trabalhar para que elas se cumpram na nossa família apesar de nossos defeitos, porque afinal de contas, ninguém é perfeito.

Casos de familia II - Amor também é escolha – Rute 4:13

 

Este é um caso de família que deu certo, Rute foi bisavó do rei Davi e através dele entrou na genealogia de Jesus, estudando a família de Rute aprendemos lições preciosas para nossa vida pessoal e em família:

1. Na família, crise pode ser a oportunidade de recomeçar.

Rute passou por uma crise muito grande, ela ficou só e teve que trabalhar para ter o pão de cada dia, para si mesma e para sua sogra. Perda, solidão, miséria financeira, mudança de cidade, tudo isso mais à frente se mostrou para Rute como um recomeço.

As crises que passamos em nossa vida e família ao invés de nos jogar ao chão deveriam servir para nos acrescentar experiência e nos fazer amadurecer. A forma como encaramos os problemas pode nos abrir oportunidades para recomeçar. Se Rute tivesse permanecido agarrada a dor das perdas ela não teria desfrutado de tudo o que veio depois.

2. Na familia é para estarmos juntos, não misturados

A sogra de Rute demonstrou conhecer bem os limites dos relacionamentos, talvez por isso ela tenha sido tão amada por suas noras, mesmo Orfa não tendo seguido a ela como Rute, chorou a despedida demonstrando seu amor. Noemi (sogra) quando decide voltar para sua cidade libera suas noras para que voltem para a casa de seus pais.

Familia é lugar de relacionamentos bem estreitos, mas não homogêneos. Cada pessoa tem sua individualidade e precisa ser respeitada como tal. Os relacionamentos precisam ter limites bem claros, principalmente entre e família de origem e o novo casal.

3. Na família suas atitudes falam mais alto que suas palavras

Rute ficou conhecida em sua nova residência por suas virtudes, isso atraiu o olhar de seu futuro esposo.

Seu testemunho diante da sociedade tem a ver com quem você é em casa. Se você for bom certamente atrairá pessoas bondosas para perto de você (inclusive no que diz respeito a iniciar um relacionamento).

4. Na família amar é escolha

O casamento de Rute com Boaz se deu de forma muito serena, ao contrário do relacionamento de Sansão com Dalila que vimos na semana passada, Rute e Boaz se uniram de forma refletida e planejada, ele viu nela alguém digno de seu respeito e carinho e vice versa.

Muitos dos nossos relacionamentos não dão certo porque não decidimos amar a pessoa. Amor é escolha, quando Jesus disse para amarmos nossos inimigos ele estava nos ensinando que é possível amarmos até mesmo as pessoas com as quais não temos laço algum, ainda mais alguém que está próximo.

Amar sua sogra, nora, genro, ou mesmo seu cônjuge depois de uma grande decepção, não é apenas questão de sentimento ou emoção, mas também é escolha.

A história de Rute nos inspira a buscar o amor e a serenidade em nossos relacionamentos, e a desfrutar de uma família feliz e equilibrada baseada em nossas escolhas.